quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação Especial


O ano de 1981 foi declarado como sendo o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência e os anos entre 1983 – 1992 foram instituídos como a década das pessoas com deficiência nas Naçoes Unidas.
Em 1994 foi realizado em Salamanca, na Espanha, a Conferência Mundial Sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade, que reuniu delegados de 92 governos e 25 Organizações Não Governamentais (ONGs). Como fruto das discussões e debates da conferência surgiu o documento que viria a ser a referência da educação especial, que foi a Declaração de Salamanca. Essa declaração contempla diversos pontos que foram fortemente pautados na conferência. Firma-se que o governo deverá promover políticas públicas que procurem incluir pessoas com deficiência, promover a aprendizagem e atender necessidades de cada criança individualmente.

Outro documento que foi de suma importância para o amadurecimento da sociedade a cerca do tema Educação Especial é a Declaração Mundial de Educação para todos, que foi assinada na conferência de Jomtien, realizada na Tailândia, em 1990 e publicada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO

Outro documento que engloba o tema é a Política Nacional de Educação Especial lançada em 1994 pelo Ministério da Educação (MEC). “Por meio deste documento, o Ministério da Educação estabelece como diretrizes da Educação Especial, apoiar o sistema regular de ensino para a inserção de pessoas com deficiência, e dar prioridade ao financiamento de projetos institucionais que envolvam ações de integração. (MEC/SEED, 1994)”.

Outro documento importante para o tema é a Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional (LBD) "Desde sua promulgação, em 20 de dezembro de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional vem redesenhando o sistema educacional brasileiro em todos os níveis: da creche, desde então incorporada aos sistemas de ensino, às universidades, além de todas as outras modalidades de ensino, incluindo a educação especial, profissional, indígena, no campo e ensino a distância."

Temos discutido muito, e o resultado de toda essa discussão são os documentos anteriormente citados, mas será que toda essa política que se criou envolta da Educação Especial está sendo implementada? Será que escolas públicas estão sendo beneficiadas pela Política de Educação Especial?

A evolução da cadeira de de rodas

A cadeira de rodas é um recurso indispensável para pessoas com deficiência física (principalmente aqueles que tiveram sua locomoção comprometida), mas a cadeira de roda que conhecemos hoje nem sempre foi assim, como tudo no mundo, ela passou por um processo de evolução:


Século VI: Imagem de uma cadeira de rodas escavada em pedra em um sarcófago na China.

Século XVI: Rei Felipe II da Espanha usou uma cadeira bem elaborada com descanços móveis para braços e pernas.




1655Stephen Farfler era paraplégico e, na Alemanha, construiu uma cadeira de rodas para se locomover. Era feita em madeira, com duas rodas atrás e uma na frente, acionada por duas manivelas giratórias.



1783
Cadeira de Bath, Inglaterra, inventada por John Dawson.



Século XVIII: Cadeira reclinável, pés ajustáveis "em busca de conforto".



Século XIX, XX: Após a Guerra Civil Americana e a 1ª Guerra Mundial: cadeiras eram construídas de madeira, assentos de palha, apoios ajustáveis para braços e pés

1932: Everest e Jennings projetaram a 1a. cadeira dobrável. Eles fundaram a empresa Everest & Jennings.
1950: Everest & Jennings desenvolveram a 1a. Cadeira motorizada.


1952:
 Início das competições entre cadeirantes, no Centro de Reabilitação de Stoke Mandeville, Inglaterra.
1964: Realização dos primeiros Jogos Para-olímpicos em Tokyo, Japão.



As cadeiras de roda foram evoluindo para melhor responder as necessidades das pessoas que delas precisam. Essa evolução foi tanta que hoje podemos encontrar cadeiras de roda devidamente adaptadas. 




Sem sombra de dúvidas evoluímos muito tanto na tecnologia quanto na aplicação da mesma em nosso dia a dia, mas será que TODOS têm o acesso à esses recursos de ponta? E quando digo acesso, quero dizer tanto à tecnologia em si quanto ao treinamento da mesma dentro do contexto diário do indivíduo.

Referências: 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

200 mil jovens com deficiência fora da escola.

http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/09/22/mec-cerca-de-200-mil-jovens-com-algum-tipo-de-deficiencia-estao-fora-da-escola-925416708.asp

O MEC (Ministério da Educação e Cultura) informa que cerca de 200 mil jovens com deficiência não estão matriculados na rede de ensino.
De quem seria a culpa? Da falta de iniciativa do poder público local? Da família que, por medo de perder o benefício (BPC), acaba não matriculando o jovem na escola? Das escolas públicas que não oferecem um aparato mínimo para acolher as necessidades especiais dessas crianças?
Segundo a reportagem do globo: "Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros)."
Será que realmente todo esse dinheiro foi investido em melhorias para os alunos (com e sem deficiência) das escolas públicas?
Segue abaixo duas notícias publicadas pelo G1 que mostram que o dinheiro todo esse dinheiro sendo investido em melhorias na educação.



Podemos observar que diversas promessas são feitas, mas será que todas são colocadas em prática? Até quando a educação ficará apenas nos discursos políticos?